China acelera para dominar a inovação

Na China, a tecnologia está intensamente presente na vida cotidiana da população e isso inclui a cultura empreendedora. Conhecido pelo forte trabalho braçal e produtos eletrônicos em alta no mercado, o país se reinventa como um dos maiores  hubs de startups do mundo, chegando a bater de frente com o famigerado Vale do Silício.

Com um mercado de pagamentos móveis que é mais de 10 vezes maior que o americano, eles contam com mais de 500 milhões de usuários só nesse segmento. A repercussão das startups em mercados  internacionais também chama a atenção. Marcas como Xaomi e Huawei, empresas de smartphones, já se tornaram comuns inclusive no mercado brasileiro. Além de outros exemplos como a WeChat, um aplicativo de mensagens instantâneas semelhante ao WhatsApp, mas que agrega mais funcionalidades como compra e pagamentos através de QR Code.

O sonho chinês

Junto da efervescência de inovação que a China atravessa, vêm as esperanças de empreendedores que almejam crescer através dos incentivos que o governo de lá oferece. Uma das cidades que mais se destaca como exemplo de sucesso dessa intervenção estatal é a cidade de Hangzhou.

Conhecida também como Dream Town (Cidade dos Sonhos), a cidade litorânea se tornou um grande celeiro de iniciativas inovadoras. O grupo Alibaba, por exemplo, tem sede por lá.

Segundo dados levantados pelo Valor Econômico com a administração da cidade, o território hoje abriga 1645 startups que geram empregos para quase 15 mil jovens. As empresas que escolhem a cidade como casa têm a possibilidade de desfrutar gratuitamente, durante três anos, de espaço físico e da nuvem de dados, garante a administradora.

Mas é claro que para usufruir de todos esses incentivos, as startups são criteriosamente selecionadas. Elas precisam passar por um concurso para chegar ao expressivo fundo anjo no valor de US$ 70 milhões (ou 500 milhões de yuans). A ebulição inovadora que se instalou na China provou-se muito bem aceita, prova disso são os 294 bilhões de yuans, ou seja, US$40 bilhões, injetados por quase 1400 fundos de investimentos privados.

Unicórnios

Nessa ascensão inovadora da China, os unicórnios – denominação conferida a startups que valem mais de US$1 bilhão – não apenas existem, como são vários. É lá que está o maior unicórnio do mundo, inclusive, empreendimento do já mencionado grupo Alibaba. O ecossistema financeiro deles, Ant Financial, foi avaliado em US$156 bilhões. O país ainda conta com mais 159 unicórnios.

Fundos destinados à Inteligência Artificial em 2017, dominados pela China. | Fonte: Noteworthy

O outro lado da efervescência chinesa

Apesar do cenário promissor e de intensa aceleração, o modelo de trabalho seguido apresenta aspectos que não são aceitos no ocidente. É muito comum que os trabalhadores enfrentem jornadas que vão de 9 da manhã à 9 da noite durante seis dias da semana. Por isso, não é incomum ver profissionais dormindo no local trabalho.

A forte presença estatal também pode mostrar-se controversa para algumas empresas. Com os fortes incentivos para aceleração da inovação, é necessário que o governador entenda e esteja de acordo com os propósitos do que você está desenvolvendo.

Apesar da polêmica intervenção e todas as questões que cercam os direitos trabalhistas chineses, a força do país no mercado da inovação é incontestável e não deve se esgotar tão cedo. Veja outros exemplos de startups aceleradas na China:

Cartesi

A empresa que conta com o brasileiro Erick Moura como CEO trabalha para conferir maior agilidade aos processos de blockchain. A ideia é que os processos mais fluidos confiram escala idade ao projeto.

Didi

A gigante chinesa dos transportes compartilhados bate de frente com a Uber e está presente, inclusive, aqui no Brasil. Ela foi a startup que comprou o primeiro unicórnio brasileiro, a 99.

coworking no centro de São Paulo

Equipe ISSO!

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