Por quê o Brasil precisa do empreendedorismo de impacto

empreendedorismo de impacto social

O empreendedorismo comum pode impactar de várias formas positivas no cenário em que está inserido, seja por levar um serviço que até então era inexistente no local onde atua, ou por valorizar a região através de seu próprio sucesso. O caso é que nas formas mais tradicionais de empreender, isso é consequência.

Basicamente, o empreendedorismo de impacto surge da constatação das necessidades mais básicas ou não que um grupo de pessoas pode ter. Aqui vale ressaltar mais uma vez que, diferente das outras formas de empreender, ele se desenvolve a partir de uma demanda que tem potencial para se tornar um mercado, e não de necessidades para melhorar o mercado em si. É empreender para beneficiar todo um grupo de pessoas, é colocar em prática iniciativas que valorizam pessoas e suas vivências.  

Mas é realmente algo promissor?

O crescimento desse tipo de iniciativa é evidente – e mensurável. A nível mundial, por exemplo, os negócios de impacto social chegam a movimentar US$ 60 bilhões, de acordo com dados da Ande Brasil (Aspen Network of Development Entrepreneurs).

Ainda segundo o mesmo órgão, toda a América Latina viu as iniciativas de impacto social se espalharem e demonstrarem um potencial econômico que aguça qualquer empreendedor. Em parceria com a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), entre os anos de 2014 e 2015, a região do continente americano viu US$ 1,3 bilhão serem destinados a negócios de impacto social e o Brasil mostrou todo seu potencial na área, posicionando-se como o segundo mercado mais efervescente para esse tipo de iniciativa.

Então oferecer serviços e produtos baratos é empreendedorismo de impacto?

Não, o conceito, como falamos, é mais profundo e de maior necessidade comunitária que isso. Num modelo tradicional, o lucro será o objetivo desde o início, afinal, é assim que se atrai sócios e acionistas. Mas muitas marcas dialogam com e são consumidas por classes mais baixas, mas não podem ser consideradas parte do empreendedorismo de impacto, uma vez que não solucionam problemas sociais, ou seja, demandas de um grupo, uma comunidade de pessoas.

Um exemplo de iniciativa social brasileira é o app Yoseph. Plataforma de doações a ONGs (Organizações Não Governamentais), a iniciativa nasceu de experiências pessoais da fundadora Carina Bonano Capacle que a levaram ao trabalho voluntário com pessoas e animais. Ao observar que muitas ONGs conseguiam doações, mas não fidelizavam pessoas como doadores regulares e ver que empresas também se engajam em contribuições, ela resolveu fazer uma ponte entre empresas, doadores físicos e instituições de impacto social.

Ao fazer uma doação através do app, você ganha pontos que podem ser trocados por benefícios oferecidos pelas empresas parceiras.

Para Carina, o empreendedorismo de impacto social diferencia-se de outros modelos porque “agrega valores que trazem competências de pessoas e engajamento da própria empresa que faça diferença para o todo”. É claro que, como qualquer iniciativa, para se manter é necessário estar sempre atento ao capital investido, mas além disso a fundadora do Yoseph destaca também a preocupação “com as pessoas que estão a sua volta, o valor das pessoas a sua volta precisa refletir no resultado do trabalho”, explica.

Por diferenciar-se de outros formatos de iniciativa, os empreendimentos impactam pessoas que, em um modelo mais tradicional, não seriam focadas.  Para Carina, as instituições precisam “saber lidar com diferentes níveis sociais. Isso é importante porque você atinge camadas da sociedade que muitas empresas não têm habilidade [para atingir]”, diz.

É notável que o impacto social está intimamente ligado à democratização de ideias, serviços, benefícios, entre outros. A ISSO! também vê a acessibilidade a oportunidades como um de  seus principais pilares e por esse motivo abraça startups sem qualquer custo inicial e oferece todo suporte necessário para que as iniciativas sejam cada vez mais atrativas.

Falando em pontes…

A conexão entre o mercado de trabalho e profissionais é um dos maiores privilégios de trazer sua ideia para o hub da ISSO!. Não é todo empreendedor que dispõe de tempo para desenvolver cada etapa, arcar com seus custos e só depois ir buscar um lugar no mar que é o mercado profissional. Quantos e quantos profissionais excelentes nós não perdemos simplesmente pela falta de acesso?

Imagine que, nas periferias de São Paulo, estão muitas pessoas com enorme potencial, mas que precisam lidar com rotinas extremamente cansativas e, ainda por cima, longe de casa! Afinal, a grande maioria dos centros de inovação estão localizados em bairros nobres. Esse foi um dos motivos que levou a ISSO! a ser o primeiro grande coworking no centro de São Paulo.

Em um movimento que visa integrar o maior número de profissionais ao mercado de forma rápida, a ISSO! constrói pontes profissionais em seu ecossistema de inovação, possibilitando o acesso diário a outros profissionais de várias áreas e cargos que podem engajar-se na resolução de problemas sociais ao seu lado.

Empresas de impacto social

Com a importância do empreendedorismo de impacto social, muitas empresas já estabelecidas buscam formas de inserir iniciativas sociais em seus escopos. Porém, é normal que muitas delas não saibam por onde começar. O modelo de negócios da ISSO! também pode ajudar essas empresas a encontrarem essas soluções, ao construir pontes entre elas e jovens empreendedores, startups e muito mais que só um ambiente de um ecossistema de inovação pode oferecer.

coworking no centro de São Paulo

Equipe ISSO!

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